‘Sou o tiozinho dos DJs’, diz Fatboy Slim
Inglês passa pela sexta vez pelo Brasil e animará Carnaval de Salvador.
Nesta quarta-feira (23) ele faz participação em casa de São Paulo.
Ouça o especial Globoradio com faixas de Fatboy Slim
Fatboy Slim vai apresentar uma nova faixa, preparada especialmente para esta turnê, além de novas produções que devem entrar em seu quinto álbum de estúdio, com lançamento previsto para este ano. Mas Norman Cook, de 44 anos, que começou a carreira como baixista da banda pop Housemartins (famosa no Brasil por “Build”, ou “Melô do papel”) e foi durante os anos 90 a grande personificação do DJ superstar, diz que se sente “o tiozinho dos DJs”.
“Tenho mais de 40 anos, algumas coisas feitas pelo pessoal do underground eu não consigo entender e me faz achar que eu estou muito velho. Velho demais para ser um DJ. Sou um pouco ‘antigo’ em relação a alguma práticas, mas, no final das contas, acho que as pessoas querem só festa. Uma boa festa.”
Ele admite que até hoje não possui um iPod e que só comprou um computador porque o empresário e a mulher insistiram. “Eu não gosto de me ajoelhar para a tecnologia. Eu até sei o que está rolando em termos de novidades, mas eu simplesmente não quero abraçar a tecnologia.” E quando escuta novos artistas como a dupla francesa Justice, os ingleses Hot Chip e Klaxons, ele afirma se sentir como “um tiozinho estúpido”. Mas diz não estar passando por nenhuma crise de meia-idade: “Isso foi há alguns anos, quando eu fiz 40 anos, mas foi algo mais relacionado a encruzilhadas na vida. Foi mais isso. Hoje eu me sinto confortável.”
Novo disco
E como vai soar o novo trabalho? Fatboy Slim faz mistério: “Será diferente”. Diferente como? “Eu não posso falar muito, eu não deveria comentar isso, mas digo que vai ser bem distinto dos outros álbuns.” O inglês é cauteloso até na hora de dizer se há alguma inspiração vinda de sons atuais. “Hmmm… sim… mas é muito perigoso conversar sobre isso.”
O ano de 2008 também marca os dez anos de seu trabalho de maior sucesso, “You’ve come a long way baby”, que gerou os megahits “The rockafeller skank” e “Praise you” e bateu na casa dos 5 milhões de cópias vendidas. Representou também a ascensão do gênero big beat, que iniciou muita gente na música eletrônica e proporcionou a vários DJs um estilo de vida de estrela do rock. Fatboy Slim diz que não foi nada difícil se acostumar com a chegada das regalias em escala estratosférica.
“Imagina! É muito, muito fácil. Você apenas diz sim. Sim para as pessoas novas que vão aparecendo, fãs, festas, lugares”. Hoje em dia, o inglês acredita que as coisas já voltaram a um patamar mais realista. “Fora eu, Paul Van Dyk, Carl Cox e alguns outros nomes, todos os DJs voltaram para o underground. Mas é lá que a música está sendo feita.”
Brasil
Fatboy Slim diz que as diversas vistas ao país só fizeram aumentar a admiração por Marky e Patife, DJs brasileiros que conseguiram respeito no Reino Unido, mas declara que não deixa de apreciar sons do país mais tradicionais. “Eu cresci ouvindo Jorge Ben, Gilberto Gil, Caetano Veloso… aliás, no ano passado, eu tive muita sorte de ser apresentado ao Caetano.” O DJ faz sua apresentação na terça-feira (5) de Carnaval em seu Salvador. Além de Manaus, São Paulo e Rio, ele passa por Maresias, Uberlândia e Florianópolis.
São Paulo
Quando: quarta-feira (23), às 22h
Onde: Pacha, r. Mergenthaler, 829, Vila Leopoldina, tel. (11) 2189-3700
Quanto: R$ 200 (homem), R$ 100 mulher
Rio de Janeiro
Quando: sábado (26), às 22h
Onde: Vivo Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, tel. (21) 2272-2900
Quanto: R$ 160 (quarto lote) e R$ 240 (Arena Mix)
Fonte: G1 Música
Venda mundial de músicas cai 10% em 2007, afirma entidade
Fonográficas pedem ações enérgicas contra downloads ilegais.
Comércio digital de música, no entanto, subiu 40% no ano passado.
A venda mundial de músicas caiu cerca de 10% em 2007, apesar do aumento das vendas digitais, e os provedores da Internet terão de agir para ajudar a industria a combater a pirataria, afirmou uma entidade do setor nesta quinta-feira (24). As vendas digitais subiram cerca de 40% em 2007, segundo o grupo IFPI (International Federation of the Phonographic Industry), que representa os interesses das gravadoras no mundo, mas isso não foi o bastante para compensar a forte queda na venda de CDs, o que deve significar uma queda de 10% no mercado geral em 2007.
Para responder à queda, a indústria fonográfica está pedindo aos provedores de internet um maior controle sobre o compartilhamento ilegal de arquivos, desconectando quem coloca músicas na rede repetidas vezes ou bloqueando downloads ilegais de faixas. Muitos provedores se mostraram relutantes até o momento em se engajar na questão, mas a indústria espera que isso possa mudar com uma medida do presidente francês Nicolas Sarkozy para bloquear o acesso à rede dos usuários que baixam músicas e filmes ilegalmente da internet com frequência.
‘Pioneiro’
“É difícil convencer qualquer um a ser um pioneiro na questão, mas o que temos com o governo francês é um governo muito enérgico e compreensivo sobre a importância da indústria musical francesa para a economia e cultura francesa”, afirmou o presidente-executivo da IFPI, John Kennedy, à Reuters.
“Essa liderança mostra que não é tão terrível ou problemático como as pessoas pensam”, disse ele numa entrevista.
A campanha da indústria fonográfica também foi incentivada por uma sentença na Bélgica que ordenou um provedor de internet a bloquear o compartilhamento ilegal de arquivos – apesar do provedor estar recorrendo -, enquanto na Grã-Bretanha o governo afirmou que pode impor uma legislação se ambos os lados não chegarem a um acordo. O período de negociação expirou no fim de 2007. A indústria da música afirma que foi forçada a tomar medidas legais depois que o excesso de pirataria na Internet golpeou seu tradicional modelo de negócios.
Fonte: G1 Música
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